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Deconstruction and Reconstrution
A large exhibition for the first time of this year "A Starting Point: Intrude Art & Life 366" is held at Zendai MoMA (Shanghai Zendai Museum of Modern Art). And the show has featured works of Gabriela Maciel, an artist as well as a passionate and emotional performer who creates huge installation works with a Brazilian background.

Can you tell me about your artistic process and the conceptual framework of your practice, especially the piece you produced in Shanghai?

For some site specific installations, as for the Cortex Wall of Brightness, for Intrude / Zendai MoMA, I start by making drawings of the work.
Inspirational drawings and technical studies. When I start working with the material, the making process on site develops in different ways from the ones predicted in the drawings.
It´s a mixture of time based process, in an almost performative act on site for the passers by in the surroundings of the space in which I´m producing. The cultural influences of the country encounter my line of concept and aesthetic creation; the materials available to buy, the textures and shapes of the architecture, the time given for production, weather and sizes of the space, the way people circulate and interact with the space that I am creating the installation for. All these aspects influence the creation of my site specific installations.

In previous site specific installations, from 2003 until 2007, I´ve also produced on site, during performances. Those performances, in that time, were much more related to intense bodily movements, influenced by live digital sound pre recorded, mixed and played live on site. I´ve also worked with digital video projection, overlaying the same installation, in a different time, using the projection as the light of the performance installation, in an overlapping displacement of time and process, in the same time of the audiences immersion in the process.

Until today it is not an easy one to comprehend practice due to a profound mixture of medias in the creative process and presentation of one piece. I deal with either extremely contemporary material, produced in an extremely manual way, or extremely new techniques to transform ancient sources.
The ancient and futuristic clash, time and processes are dilated, hyper speeded and sometimes overlayed.

Curiosity, "strangement", novelty, dream and weirdness can be words to describe my work.
 

How do you choose material for ur sculptures? Do you call them sculptures or objects? They seem to me very organic in their shape but at the same time their color makes them artificial? How do you see this contradiction?

The contradiction interests me, I think we live in a time where our DNA was stored in our uncounscious impulses, creative minds and live bodies, information from the beginning of existence to a non stop "evolutive" development of man-machine. And this man-machine is getting further away from his natural essence. As an artist I play with the idea of what is to be natural in a plastic world. Or what is to be plastic in a natural world. The pieces from 2003 until 2007 I called creatures.

These current pieces I call them Delirious Chimeras, but if I have to fill in the blank I call them sculptures, because object to me is something that you can buy in any shop, for a particular use.

The truth is that they are not objects, but they are not sculptures either, but this nomenclature could be assemblage, maybe a future nomenclature is being created....?
 

Where do you draw inspiration for shapes? It is a working process, seems much performative and process based. And all is related to music etc..

My previous work, "the creatures" phase, was influenced by music, but today I´ve been searching books of plants and animals, bodies; from ancient cultures to the ones alive today.
Original shapes of nature converge into new beings in my creations. That´s why I´ve been giving them kind of scientific names, with different languages in the root, as per Latin, or other sources. Some recent pieces names are: Goticulae Sublimaris, Oceanis Flex, Cortex...
I´ve created one digital video in my new "delirious chimeras" phase, in collaboration with one animation and sound artist, so the digital side of the "delirious chimeras" phase is growing too.
I can compare my entire art production until today to a body. One body is made of several parts and each part has its own function.
The body of my production is composed by drawings, paintings, sculptures, installation, digital videos, photos and sound, mixed media, multimedia. And the languages interlace in some parts, other parts are the extremities of one member; one media.

Using the example of The Cortex Wall of Brightness, I´ve assembled transparent plastic with foam, plastic fragments, graffiti paint, every material matched, giving to the piece a new aesthetic, almost hard to tell what it is made of.
So the depth of the work also relies in the hybridism of techniques, concepts and aesthetics.

" A Starting Point: Intrude Art & Life 366" é uma grande exposição realizada pela primeira vez este ano no Zendai MoMA (Shanghai Zendai Museu de Arte Moderna). A exposição apresentou trabalhos de Gabriela Maciel, uma artista e performer, que criou uma enorme instalação. 

 

Você me pode falar sobre seu processo artístico e estrutura conceitual de sua prática, especialmente sobre a peça que você produziu em Xangai?

Para algumas instalações site specific , tal como Cortex Wall of Brightness, para o Intrude / Zendai MoMA, começo por fazer desenhos do trabalho e estudos técnicos. Quando começo a trabalhar com os materiais, a decisão se desenvolve em função do lugar de forma diferente da idealizada nos desenhos. O processo vai-se desenvolvendo ao longo do tempo, num ato quase performativo no local, para os transeuntes nas imediações do espaço em que estou produzindo. Sou influenciada pela cultura do país no qual estou trabalhando, pelos materiais disponíveis, pelas texturas e as formas, pelo tempo dado para a produção, pela maneira como as pessoas circulam e interagem com o espaço em que estou criando. 

Nessas instalações site specific de 2003 até 2007, eu também produzia no local, durante as performances. Naquela época, essas performances, eram muito relacionadas com a intensa movimentação corporal e eram influenciadas por sons digitais pré gravados, mixados e tocados ao vivo no local. Também trabalhei com projeção de vídeo digital que cobria a instalação, em momentos diferentes. Usava a vídeo projeção como a luz da performance, resultando numa sobreposição do tempo e do processo. 

Como você escolhe o material para as suas esculturas? Você as chama de esculturas ou objetos? Parecem-me muito orgânicas em sua forma, mas ao mesmo tempo, sua cor as torna artificiais? Como você vê essa contradição?

Me interessa a contradição. Vivemos em uma época onde o nosso DNA foi armazenado em nossos impulsos inconscientes, mentes criativas e os corpos vivos. Nas informações do início da existência humana até um contínuo desenvolvimento "evolutivo" do homem-máquina. Como artista, eu brinco com a idéia do que é ser natural em um mundo de plástico. 

Às peças de 2003 até 2007 eu chamei de criaturas, às peças atuais eu as chamo de Quimeras Delirantes, as chamo de esculturas. 

De onde você tira inspiração para as formas? É um processo de trabalho, que parece muito mais performativo e processual. E tudo está relacionado à música etc.

Meu trabalho anterior, fase " criaturas ", foi influenciado pela música, mas hoje estou pesquisando em livros de plantas e animais, desde organismos antigos até organismos vivos hoje.

Em minhas criações procuro formas originais de convergir a natureza em novos seres. É por isso que lhes estou dando nomes do tipo científico, como latim, ou de outras fontes linguísticas. Alguns nomes de peças recentes são: Goticulae Sublimaris, Oceanis Flex, Cortex ...

Posso comparar minha inteira produção artística até hoje, a um corpo. Um corpo é feito de várias partes e cada parte tem sua própria função.

O corpo da minha produção é composto por desenhos, pinturas, esculturas, instalações, vídeos digitais, fotos e som, mixed medias, multimidia. Em algumas partes do corpo as linguagens se cruzam, em outras são as extremidades de um membro.

Usando o exemplo do The Cortex Wall of Brightness, utilizei plástico transparente, espuma, fragmentos de plástico colorido, tinta, tais materiais agregados deram à peça uma nova estética. Então o trabalho consiste em um hibridismo de técnicas, conceitos e estética.

 

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